
15 de Setembro, 2006 aproximadamente meia noite, vinha transitando, pelo aterro do Flamengo no RJ, um pouco à frente numa noite calorosa bonita, avistei o Corcovado sobre uma rocha escura, o Cristo Redentor iluminado com seus braços abertos sob a cidade. Enquanto alguns já dormem, outros perambulam ou realizando sabe Deus o que? Pensando sabe-se lá ou como eu vindo de Irajá para zona sul encontrar-me com meus filhos e descançar o meu cansado corpo na casa de meu amigo Pr. Marcos. Porém aquela visão me chamou muita atenção, me fez pensar: como às vezes estamos alheios ao poder de Deus, ao seu amor, ao seu cuidado por nós, a sua proteção, ao seu olhar, a sua onipresença, onisciência e onipotência. Conhecendo os nossos caminhos, os nossos pensamentos, se fazendo presente para nos livrar e nos guardar e muitas vezes o ignoramos e como os moradores daquela cidade, talvez o faça todos os dias, e não percebem a beleza daquela obra (plástica) já faz parte da natureza, do ambiente, eu mesmo ali naquela cidade não sou morador da mesma, devia me chamar a atenção, mas o cansaço, a correria, as preocupações desvia a minha atenção, daquele gigante que se torna invisível aos meus olhos.
Pensei, quantas vezes Deus se torna imperceptível para nós homens, as nossas ocupações, ansiedades ou insensibilidade nos torna mecânicos, religiosos e não conseguimos ver, sentir, absorver o amor de Deus, sua eternidade, o tamanho da sua misericórdia estendida sobre nós.
Parece que estamos cauterizados, como eu passando por ali muitas vezes e não percebendo a grandeza e beleza do lugar, já acostumado.
E podemos ouvir ou até mesmo falar coisas como:
- Ah, hoje é domingo dia de ir a Igreja;
- Ah, hora da oferta;
- Ah, já ouvi essa palavra;
- Estou cansado;
- Tenho que cuidar de mim, se não sabe...
- Já não me sinto bem;
- Nem percebi, etc;
Vejo pessoas, assim no evangelho e seus relacionamentos com Deus, fazendo parte do comum, do desencargo da consciência, ou de uma “consciência” religiosa. Sabemos que ele esta ali (pensamos) a qualquer momento que tivermos problemas, seja qual for ordem, ai então: gritamos, clamamos, viramos freqüentadores assíduos de uma igreja; amamos a todos fazemos, penitências, somos expert em dar explicações e justificações. Quando o que Deus quer de nós é um coração quebrantando, disposto (aberto) e que nos olhemos para Ele o autor e consumador da fé (Hb. 12. 1 e 2) e que possamos estar ao seus pés, servindo-o como Maria (Lc. 10.38-42), ou seja, um relacionamento intenso, verdadeiro e sincero.
O que o Senhor disse a Jerusalém:
“– Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram”. (Mt. 23.37).
Senhor faça-me, faça-nos despertar para ti, para tua palavra, tua igreja, “a fim de apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, sem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”. (Ef.5.27).
Faça de nós homens e mulheres valorosos que estão acima da mediocridade e de uma vida religiosa.
Esse texto foi escrito em uma das minhas idas ao Rio de Janeiro.
Tenha um ótimo dia na presença de Deus.
GENTE COMO VOCÊ ME FAZ BEM!

2 comentários:
Olá que bom ser o 1º a comentar aqui, sinto me honrado, saibe que tenho esta carat quando o sr. mandou aos líderes, ao ler pude viajar junto com o sr. naquela visão, meu sonho é ir ao rj, e fui com esta carta.Parabéns o sr. é algo que me inspiro a seguir Jesus, quero ser um Pr.ou um Ap. como o sr. tem sido comigo e com o ministerio.
Como o sr. fala Um bjo no coração!!!
Uma das virtudes atribuídas à função de um Pastor é a sua qualidade perceptiva. E é sobre essa percepção que o Pastor Aldo nos comunica, em suas impressões pessoais, contidas neste texto; impressões essas, que tem para nos um resultado na orientação Pastoral de seu ministério. É bom e confortante saber que além de nosso Senhor Jesus, temos também nosso Pastor zelando pelo nosso alimento espiritual adquiridos por suas capacidades perceptivas. Um Grande Abraço, meu caro Pastor Aldo.
Wellington Paiva
Postar um comentário